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Alcança quem não cansa

Um Blog utilizado para a divulgação das obras de Aquilino Ribeiro. «Move-me apenas o culto da verdade, pouco me importando que seja vermelha ou branca.» [Aquilino Ribeiro]

Um Blog utilizado para a divulgação das obras de Aquilino Ribeiro. «Move-me apenas o culto da verdade, pouco me importando que seja vermelha ou branca.» [Aquilino Ribeiro]

Alcança quem não cansa

31
Mai25

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 64) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. XV de XVIII} * [ vol. I ]

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

Manuel Pinto

 

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«Camões em Ceuta. Duas cartas de putativa paternidade camoniana. Estado de alma dum desterrado. Inconformação. Para válvula da vergonha o vitupério. Lágrimas e desespero. Fome.»

Duas cartas, em redondilha maior, que Juromenha achou inéditas e atribui a Luís de Camões, instruem-nos sobre o seu degredo em Ceuta e o ânimo com que o suportava.
Na primeira, com a acidez de quem anda de mal com o mundo, acento de melodiosa melancolia, rima de quem tem largo e fácil comércio com as musas, lêem-se estas trovas elucidativas:
                      ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
                      Saudades cem mil mando,
                      E não ficando sem elas.
                      ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
                   
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A segunda Carta prossegue em tom brandamente sardónico, com idêntico sabor, espírito porventura menos conformista:

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(continua)

27
Mai25

AQUILINO RIBEIRO faleceu há 62 anos: 27 de Maio de 1963.

Aquilino Ribeiro: (1885 -- 1963)

Manuel Pinto

 

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 1963  

«A Sociedade Portuguesa de Escritores, sob a presidência de Ferreira de Castro, nomeia uma comissão encarregada de festejar o quinquagésimo aniversário da publicação do seu primeiro livro: Jardim das TormentasAquilino Ribeiro adoece inesperadamente no decorrer destas homenagens. Ao meio-dia e trinta do dia 27 de Maio, no Hospital da CUF, de Lisboa, morre aquele que é justamente considerado um dos maiores escritores de língua portuguesa de todos os tempos.»

 

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Muito divago sobre a missão do escritor. Como tudo neste Mundo é, na minha opinião, desprovido de finalidade e talvez até de senso, não é fácil assinalar um fim ao escritor. Que realize o mundo de beleza que traz em si, e é já alguma coisa. Quanto ao mais, que seja o que lhe apetecer, desde que não arme em fariseu, e não esteja nunca contra os simples de braço dado com os trafulhas, nem contra os fracos de braço dado com os poderosos. Nada me fará sacrificar aos gostos nem aos caprichos do público. Desejaria que a minha obra passasse as fronteiras, mas não sou impaciente nem sôfrego. Isso acontecerá se eu o merecer. Não é o espírito por natureza irradiante?
 

SOLILÓQUIO AUTOBIOGRÁFICO LITERÁRIO por Aquilino Ribeiro: (a.12)-IDENTIFICAÇÃO

«Muito divago sobre a missão do escritor. Como tudo neste Mundo é, na minha opinião, desprovido de finalidade e talvez até de senso, não é fácil assinalar um fim ao escritor. Que  realize o mundo de beleza que traz em si, e é já alguma coisa. Quanto ao mais, que seja o que lhe apetecer, desde que não arme em fariseu, e não esteja nunca contra os simples de braço dado com os trafulhas, nem contra os fracos de braço dado com os poderosos. Nada me fará sacrificar aos gostos nem aos caprichos do público. Desejaria que a minha obra passasse as fronteiras, mas não sou impaciente nem sôfrego. Isso acontecerá se eu o merecer. Não é o espírito por natureza irradiante?»

Aquilino Ribeiro, «Solilóquio Autobiográfico Literário»
em "Aquilino Ribeiro: a Obra e o Homem" de Manuel Mendes

 

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"AQUILINO RIBEIRO: a Obra e o Homem". Editora Arcádia; 1ª edição: Junho de 1960; 2ª edição: Março de 1977.

 

* * * * * * * * * * 

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/aquilino-ribeiro-2/

Programa apresentado pelo escritor Luís de Sttau Monteiro dedicado a Aquilino Ribeiro, com entrevistas a Jerónima Machado Ribeiro e a Aquilino Ribeiro Machado, respetivamente viúva e filho do escritor, e também a alguns populares que o conheceram.

  • Nome do Programa: Aquilino Ribeiro
  • Nome da série: O Homem é um Mundo
  • Locais: Lisboa
  • Personalidades: Luís de Sttau Monteiro, Jerónima Machado Ribeiro, Aquilino Ribeiro Machado, Fernando Lopes-Graça
  • Temas: Artes e Cultura, Sociedade
  • Canal: RTP 1
  • Menções de responsabilidade: Autor: Luís Sttau Monteiro. Produtor: Leonel Brito.
  • Tipo de conteúdo: Programa
  • Cor:Cor
  • Som:Mono
  • Relação do aspeto:4:3 PAL

Resumo Analítico 
Retratos pictóricos e fotografias de Aquilino Ribeiro; Sttau Monteiro entrevista José Correia Cunha, empregado do café "A Brasileira", sobre o seu contacto com Aquilino; Jerónima Machado Ribeiro recorda o primeiro encontro e a convivência com o marido alternado com fotografias. Aquilino Ribeiro Machado refere aspetos de Aquilino Ribeiro enquanto pai e a influência que teve na sua vida política e Jerónima Machado Ribeiro refere alguns aspetos quotidianos destacando as visitas do marido à Livraria Bertrand; Sttau Monteiro entrevista Armando Martins da Costa e Adelino Pires, funcionários da Bertrand, sobre as idas do escritor à livraria. Sttau Monteiro entrevista Alda Cardoso, empregada do consultório médico de Pulido Valente, sobre os encontros entre escritores e/ou intelectuais que se realizavam no consultório; jornalista Mário Neves refere aspetos da personalidade de Aquilino e as últimas recordações que detém do escritor; Sttau Monteiro entrevista Fernando Lopes Graça, maestro e compositor, sobre como conheceu Aquilino e recorda projeto de colaboração musical e literária entre ambos.

MÁRIO NEVES, a partir do minuto 23, lê a última "lição" de Aquilino Ribeiro, consubstanciada na seguinte frase:

Meus queridos camaradas, olhem sempre em frente, olhem para o sol, não tenham medo de errar sendo originais, iconoclastas, anti, o mais anti que puderem, e verdadeiros, fugindo aos velhos caminhos trilhados de pé posto e a todas as conjuras dos velhos do Restelo. Cultivem a inquietação como uma fonte de renovamento.

04
Mai25

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 63) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. XIV de XVIII} * [ vol. I ]

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

Manuel Pinto

 

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  (continuação)

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Negócios de amor fora de causa. Idem, o Auto de El-rei Seleuco. Corografia muito problemática. Realidades ou símbolos poéticos?
 
«O Auto de El-rei Seleuco, escrito segundo Storck no período que decorre de 1542 para 1547, poderia explicar a sua saída capital para o Ribatejo, depois o seu desterro para a África. Poderia, se nos contentássemos com aparências. Em verdade, sendo aquela a causa eficiente, a mão real teria procedido doutro modo. Quando se erguia, por um motivo próprio, fá-lo-ia de maneira implacável e fulminante.»

 

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«Aderindo à hipótese de que Luís de Camões se haja refugiado no Ribatejo, homiziando-se a qualquer acto de Justiça ou devassa criminal, em que localidade foi? Santarém, como pretende Faria e Sousa? Constância, como se poderia inferir das ilações de Barreto Feio... »
 

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«... Mais crível é que fosse Alenquer, ou aldeia do concelho de Alenquer, talvez Merceana. A Alenquer, de facto, alude várias vezes, como no soneto ao soldado sepulto nos mares de Abássia e compreendidamente na Carta em que se compara aos touros da Merceana quanto à veneração que lhe tributam.
Que fosse Vaqueiros, aldeia entre Torres Novas e Santarém, porque aí residia o fidalgo que sabemos veio a interferir de modo positivo na história do poeta, D. Gonçalo Coutinho? Não há referência alguma que o leve a supor, nem os dados topográficos que se podem notar nas poesias supostamente escritas do exílio, na elegia, mormente, em que pinta um cerro pedregoso donde se vêem correr as águas do Tejo, condizem com a geografia de Vaqueiros.»
... ... ... 

«Que foi terra ribatejana ressalta da mesma elegia: O sulmonense Ovídio desterrado:

                              (... .... ....)

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«A julgar pela pena de dois anos que purgou em África, e se sucederam à sua estadia no Ribatejo, não se adapta tal penalidade a outro facto -- nem amores com mulher casada, muito menos romance com rapariga solteira, nem maledicência contra a pessoa de el-rei -- que não seja desordem em que o poeta arrancasse da espada sem ter chegado a vias de facto.»

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