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Alcança quem não cansa

Um Blog utilizado para a divulgação das obras de Aquilino Ribeiro. «Move-me apenas o culto da verdade, pouco me importando que seja vermelha ou branca.» [Aquilino Ribeiro]

Um Blog utilizado para a divulgação das obras de Aquilino Ribeiro. «Move-me apenas o culto da verdade, pouco me importando que seja vermelha ou branca.» [Aquilino Ribeiro]

Alcança quem não cansa

21
Mar25

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 55) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. X de XVIII} * [ vol. I ]

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

Manuel Pinto

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(continuação)

«Depõe Afrânio Peixoto...»

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«Ela (Infanta D. Maria) conservou-se sempre a uma imensurável distância do poeta, em qualquer das suas fases, quer a do cliente do Mal-Cozinhado, quer a do tarimbeiro estropiado da Índia, morador a Santa Ana. Ela era toda céu, ele todo baldões; ela fausto, ele a mofina negra.»

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«O testamento da milionária.»
«Quanto ao romance Infanta-Luís de Camões, vejamos: Os Lusíadas vieram a lume em 1572; a Infanta fez o testamento em 1577; fechou o codicilo meses depois. Os longos anos que vão do seu regresso a Lisboa até 1579 padeceu o poeta grandes necessidades e sofrimentos, a ponto de se ver obrigado a estender a mão à caridade pública, segundo as biografias mais próximas da data da sua morte. Com as tenças que deixou a Infanta, levaram muitas famílias vida farta. Dos esbulhos pingaram autênticos manás. Locupletaram-se os testamenteiros e com eles os magistrados que poderiam superintender nas disposições codicilares. Durante cinquenta anos, activos enxames de vermes, menos rápidos, mais ávidos porém que os da terra, devoraram a imensa fortuna em desagregação. Tudo o que pôde ferrar o dente ou enterrar a unha não se deteve com preconceitos  de legitimidade. Foi um regabofe.»

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«Luís de Camões, primeiro poeta e primeiro desgraçado do Reino...?! Ignorava!»
Compreende-se, dentro de qualquer lógica, que a Infanta, a mais rica herdeira da cristandade, segundo o testemunho do cardeal Alexandrino, que deixou legados a torto e a direito, a quantos frades e freiras roçaram o merino da sua robe, às próprias escravas negras, se não tivesse lembrado do seu poeta, chegado ao último escalão da desgraça?!»

* * * * * * * * * *

19
Mar25

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 54) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. X de XVIII} * [ vol. I ]

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

Manuel Pinto

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«O testemunho do devasso Sr. de Brantome.»
«Amada de Luís de Camões? Doutros? Desse estabanado Jorge da Silva? O Senhor de Brantome, na Vie des dames galantes, levado um tanto no propósito de ilustrar de figurantes reais o capítulo das mulheres idosas que morreram virgens mau grado seu, traz à colação o exemplo da Infanta de Portugal. E simultaneamente como está no seu carácter de delicioso narrador de histórias, sob o signo de Vénus, e de incorrigível libertino, esquissa um leve e pouco mais que aéreo romancinho».

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(continua)

13
Mar25

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 53) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. IX de XVIII} * [ vol. I ]

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

Manuel Pinto

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(continuação)

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«Serões em Enxobregas.»
«Houve alguma vez serões no paço de Enxobregas ou de Santos-o-Novo? Jorge Ferreira de Vasconcelos, no Memorial da Segunda Távola Redonda, decanta a beleza e a elegância da Infanta, por ocasião de um torneio que houve, mas nos Paços da Ribeira.»

«O retrato de António Moro. Etérea, inupta e coriácea.»
«E nós estamos a vê-la animar-se, no retrato de António Moro, com aquele vestido de veludo preto, afogadíssimo, rendas nas mangas golpeadas por baixo, uma gargantilha de gemas, em cujo firmal, uma pérola, ao que se afigura, pegam dedos longos e finos como lótus. Esses dedos espirituais, e o rosto ascético, de arestas amaciadas, com uma boca fina e olhos que deviam ser de azul celeste, o todo descerrando uma expressão de doçura, mas pronunciadamente freirática, contam a história mais melancólica e desolada que jamais teve princípio e fim em paços de reis. Alguma vez a Luís de Camões se ofereceu o ensejo de sentir a sombra sequer desta segunda Zenóbia -- incessu deae --, de pisar de deusa, dizia o velho Resende?!»


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