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Alcança quem não cansa

Um Blog utilizado para a divulgação das obras de Aquilino Ribeiro. «Move-me apenas o culto da verdade, pouco me importando que seja vermelha ou branca.» [Aquilino Ribeiro]

Um Blog utilizado para a divulgação das obras de Aquilino Ribeiro. «Move-me apenas o culto da verdade, pouco me importando que seja vermelha ou branca.» [Aquilino Ribeiro]

Alcança quem não cansa

30
Jun25

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 69) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. XVII de XVIII} * [ vol. I ]

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

Manuel Pinto

1ª parte do berço GRANDE.jpg

17.cap

(continuação)
 
«Ainda as cartas particulares. As virtudes de Satanás. Lira erótica. Amor físico e seus amavios. Vénus e os génios amáveis da Terra. Acentos de suprema beleza.»
 

225B cortada .jpg

226.jpg

«As cartas trazem o nome de alguns dos componentes do bando, fidalgos, plebeus, valentões de verdade, como esse Calixto de Sequeira que passava por ser o primeiro espingardeiro da Índia. Em contacto com esta fauna larvar e prodigiosa enriqueceu-se sua alma na compreensão do homem. Por certo que também foi nas alfurjas de Lisboa e de Goa que adquiriu a experiência que permitiu o seu génio radiasse em tão alta e flagrante floração.
Desse transcurso tão vincado e emocional ficar-lhe-ia o segredo da alma feminina. Não foi no Paço, onde moravam sobretudo bonecas convencionais, e onde, é para mim ponto de fé, jamais pusera os pés; foi ali nas ruas da Mancebia, no Mal-Cozinhado, no pátio das Arcas, que aprendeu todas essas subtilezas e cambiantes do sentir feminino e de modo geral de tudo o que é subjectivo e recôndito na vida amorosa da pessoa humana.
A obra de Luís de Camões revela uma tendência erótica que se sente a cada passo reprimida ou por força da autocrítica ou pela revisão dos censores. As redondilhas a umas matronas, que haviam de ser medianeiras com certa dama, traduzem esta sua feição, em que se combinam amor, desejo, alcovitaria e cantáridas. E como ele gorjeia bem a lição e se insinua melífluo e sugestivo! Em tudo o que diz respeito ao amor físico e suas avenidas, Luís de Camões é inigualável.»
 

227-A.jpg

«As descrições galantes de suprema beleza, sem falar na Ilha dos Amores, abundam nas páginas do poeta. Tanto nas Rimas como nos Lusíadas.
Logo no Canto II é Vénus...
 

228-A.jpg

 

229-A.jpg

«Uma composição, tocando a mesma tecla da física carnal, com certa audácia é a écloga dos Faunos:
 
    Ah, ninfas fugitivas,
    Que só por não usar humanidade 
    Os perigos dos matos não temeis!
    Para que sois esquivas?
    Que inda de nós não peço piedade,
    Mas dessas alvas carnes que ofendeis.
 
E nada mais clandestino, só para iniciados nos mistérios de Afrodite, que estes dois versos que tanto intrigaram o castíssimo Dr. José Maria Rodrigues ao descrever  Vénus :
 
    C'um delgado cendal às partes cobre
    De quem vergonha é natural reparo;
    Porém nem tudo esconde nem descobre
    O véu, dos roxos lírios pouco avaro.
 
Longo tem sido o debate quanto ao equivalente destes roxos lírios. O Dr. José Maria Rodrigues entende que Camões se equivocou e lhe queria chamar brancos; Epifânio que são os lírios do valado em que fala o Cântico dos Cânticos; com Faria e Sousa são o oro hilado de los pelos; com Afrânio Peixoto, além de poeta, médico, as mucosas das partes pudendas. A meu ver, são roxos em virtude do efeito que produz, com o sol, o cendal branco  lançado sobre o   triângulo preto 

 

* * * * * * * * * *


15
Nov24

« OS LUSÍADAS », CANTO II {(113 estâncias) ; (904 versos)}

LUÍS DE CAMÕES [ 1524 (?) -- 1580 ]

Manuel Pinto

https://www.rtp.pt/play/palco/p14060/e808640/os-lusiadas

Os Lusíadas

Canto II - Inês Vaz 14 nov. 2024

Série inserida nas comemorações dos 500 anos de Luís de Camões que consiste na interpretação dos 10 cantos por 10 atrizes em 10 locais distintos. Numa era pós-colonialista, ouviremos as palavras, durante tantos séculos cristalizadas num só sentido, ditas em relação com a nossa atualidade. A finalidade é confrontar o texto com 500 anos com o tempo presente e perceber que reverberação estas mesmas palavras terão nos dias de hoje, num Portugal 2024. Consoante o conteúdo de cada Canto, uma atriz interpreta-o num local que retrate a nossa sociedade moderna e, de alguma forma, o nosso País.

Play - Os Lusíadas
41m

Artes e Cultura

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Canto II - Inês Vaz

Narração - Cilada em Mombaça
Lamento de Vénus e Ajuda de Mercúrio
Chegada a Melinde
Rei de Melinde pede a VG para contar tudo sobre Portugal
...
 
 
CANTO II
 
1.   
Já neste tempo o lúcido Planeta,
Que as horas vai do dia distinguindo,
Chegava à desejada e lenta meta,
A luz celeste às gentes encobrindo;
E da casa marítima secreta
Lhe estava o Deus Nocturno a porta abrindo,
Quando as ínfidas gentes se chegaram
Às naus, que pouco havia que ancoraram.
 
            ... ... ... ... ... ... ...
 
113.      
Queimou o sagrado templo de Diana,
Do sutil Tesifónio fabricado,
Heróstrato, por ser da gente humana
Conhecido no mundo e nomeado.
Se também com tais obras nos engana
O desejo dum nome avantajado,
Mais razão há que queira eterna glória
Quem faz obras tão dignas de memória.

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